Padrasto é preso por quebrar as pernas do enteado de 10 meses em sessões de tortura

Um padrasto de 27 anos foi preso na tarde de hoje (6), no Jardim Tulipas, em Jundiaí, suspeito de torturar o enteado de apenas 10 meses de idade. Ele teria quebrado por duas vezes as pernas da criança entre os meses de setembro e outubro deste ano. O investigado foi preso por policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que cumpriram mandado de prisão preventiva solicitado pela delegada Renata Yumi Ono e expedido pela justiça.

A delegacia especializada tomou conhecimento do caso no dia 24 de outubro. A informação era de que, desde que a mãe havia reatado um relacionamento amoroso com o acusado, entre setembro e outubro, a criança havia apresentado três fraturas nas pernas.

Durante as investigações, segundo a delegada, foi possível verificar que, na ausência da mãe ou de outras pessoas, “o padrasto de forma premeditada feriu o bebê, causando uma fissura no osso da perna esquerda, não deixando marcas externas, obrigando-a a permanecer com a perna imobilizada por 15 dias”, disse a delegada. “Após curar a perna esquerda, em um novo episódio, o bebê passou a chorar de dor a cada vez em que a perna direita era tocada e, assim, foi levado ao hospital. No local foi constatada uma fratura na perna dolorida (perna direita), sendo então a perna engessada”.


Não bastasse o sofrimento pelo qual a criança vinha passando, o padrasto teria voltado a praticar mais uma sessão de tortura. “Por instantes em que o padrasto ficou a sós com a criança, esta chorou desesperadamente, ocasião em que a mãe, avó e bisavó se depararam com a criança com perna esquerda torta no colo do padrasto. Na ocasião, ele alegou que estava segurando o menino e, como ele estava “esperneando”, a perna direita, que estava engessada, bateu na perna esquerda, causando o ferimento”.

A criança foi socorrida ao hospital, onde foi constatada uma fratura na tíbia da perna esquerda, sendo o membro imobilizado novamente (que já havia sofrido a fissura no primeiro episódio). “Cujo ferimento, segundo especialista na área, é típica de torção”, comentou a Renata.

No dia em que o bebê se feriu, ao ser avisado que o Conselho Tutelar foi acionado, o padrasto apanhou seus pertences e saiu da residência, onde estava com a esposa e o enteado, alegando que desejava se separar da genitora.

Renata Ono comentou à reportagem que, diante do intenso, grave e prolongado tempo de abuso físico praticado pelo investigado contra a vítima, um bebê de 10 meses de vida, absolutamente incapaz de se defender das agressões ou de sequer denunciar seu agressor, foi instaurado Inquérito Policial para apuração do crime de tortura, que portanto pediu prisão preventiva a ele.

Na tarde de hoje os policiais civis Lilian e Rafael cumpriram o mandado de prisão, sendo o investigado encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista.

Interrogado, o padrasto negou as acusações e repetiu sua alegação de que no último episódio o ferimento foi causado pela própria criança, batendo a perna direita, que estava engessada, na perna esquerda.

Confira a matéria do Jornal de Jundiaí

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