Folha de S.Paulo destaca suposto caso de racismo em Jundiaí

SUPOSTO CASO DE RACISMO EM JUNDIAÍ CHAMA ATENÇÃO NA MÍDIA


Um suposto caso de racismo ocorrido no Eloy Chaves, em Jundiaí, foi denunciado pelo jovem Gabriel Souza, de 17 anos, que trabalha em uma borracharia no bairro e saiu para tirar fotos no horário do almoço.
“É um equipamento novo que eu havia ganhado há pouco tempo, então decidi testar durante o meu horário de almoço. Até então, não estava sabendo de nenhuma repercussão”, conta em matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a matéria, após a aventura fotográfica do rapaz, fotos e áudios em grupos de moradores nas redes sociais alertavam sobre o rapaz e aconselhavam chamar a Guarda, caso o vissem. A matéria cita, inclusive, que um áudio atribuído a um vereador, reforçava o alerta: “Boa tarde! Se vocês virem esse indivíduo para a rua, por favor, já liguem 153, porque a viatura da Guarda está tentando achar ele no bairro. É um suspeito de estar filmando e tirando fotos das casas.”


“Um dia após as fotos serem feitas, no horário de almoço, saí para comprar um refrigerante próximo à borracharia. Percebi vários olhares de reprovação pela rua, mas achei que fosse por conta da roupa suja de graxa, então não dei importância”, contou Gabriel, que disse só ficar sabendo do ocorrido quando um cliente e morador de um condomínio próximo lhe falou o que estava acontecendo.
O jovem também explicou que tentou, sem sucesso, registrar B.O. em dois distritos policiais, mas não conseguiu: “O delegado de um dos distritos comentou que não havia crime para registrar boletim de ocorrência. Já outro delegado pediu que eu escrevesse meus dados em uma folha sulfite e fizesse uma foto para que eu pudesse ser investigado posteriormente, queria me fichar.”

Por fim, ele disse que o próprio vereador foi até a borracharia para esclarecer a situação explicar nas redes sociais o mal-entendido: “Foi quando eu percebi a dimensão do que estava ocorrendo. Ele veio até a borracharia e logo percebeu que toda a situação tinha sido um engano, quando todos os áudios, imagens e até a Guarda Civil já estava atrás de mim. Ele ligou para o administrador do grupo e pediu que apagassem as fotos, pediu desculpas e ficou por isso”, explica.


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