‘Cravaram uma faca no meu coração’, diz mãe de menina morta após comer doce

A mãe da adolescente Lorrana Madalena da Luz Manoel, de 14 anos, está desesperada. Na terça-feira (22), a filha de Gisele morreu na UPA Jardim Íris, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, suspeita de ter sido envenenada. Em janeiro, a adolescente completaria 15 anos e a família estava toda empenhada para fazer uma festa.


“Como comecei a trabalhar para comprar as coisinhas da festa, eu não tinha como mais ficar levando e buscando ela no curso, e, por isso, ela estava indo sozinha. Mas eu sempre controlava os horários dela, pedia para avisar quando estava saindo, quando chegasse em casa. Minha filha estava contando os dias para a festinha dela, estava super feliz, já tinha escolhido o tema, seria da Princesa e o Sapo, o convite já estava pronto, estávamos começando a fazer as lembrancinhas, só faltava escolher o vestido, que a gente ia fechar agora em novembro”, contou a vendedora ao IG.

Segundo Gisele, a filha reclamou de dor de cabeça e disse que tinha comido uma bala oferecida por uma desconhecida no trem.

“Ela chegou no meu trabalho, na segunda-feira (21) e falou que estava passando mal. Eu disse para ela esperar que a gente já ia embora. Ela comeu um lanche, e a gente saiu às 18h. Ela subiu o morro bem, brincou com o filho da vizinha. Foi na barraquinha, comprou um cachorro-quente para mim. Depois ela falou que estava com dor de cabeça e tomou um remédio. Perto da 1h, ela começou a ficar gelada e começou a boca a encher de espuma”, contou a mãe, desesperada.

Mais do que ser mãe, Gisele queria ter quatro filhos. “Fui mãe aos 16 anos e não me arrependo, sempre sonhei em ter quatro filhos, ela foi muito esperada, muito amada. Cravaram uma faca no meu coração. Ela era a minha menina ”, complementou.

A adolescente foi levada de madrugada para a UPA, aonde já chegou em estado grave.

Tia de Lorrana, Renata disse que os médicos suspeitam que a adolescente tenha sido envenenada. Ainda de acordo com a família, a jovem fez uma lavagem estomacal e foi colocada no oxigênio. Mas, no final da tarde de terça, ela teve três paradas cardíacas e morreu.

Peritos coletaram material para exames toxicológicos, para descobrir se a jovem foi mesmo envenenada. O corpo da jovem ainda está no IML de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O delegado Vinícius Domingos, da 64ª DP (São João de Meriti), requisitou imagens de câmeras de segurança da Supervia, para ver se mostram alguém oferecendo a bala a Lorrana. Ele também convocou a mãe da jovem para prestar depoimento nesta quinta-feira (24).

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